Famílias ampliam investimentos no exterior | Imóveis Pará.
02/10/2026
Diversificação internacional ganha espaço entre grandes patrimônios
A maneira como famílias de elevado patrimônio administram seus recursos está passando por uma transformação.
Em vez de concentrar investimentos, empresas e patrimônio em um único mercado, cresce a procura por estratégias capazes de distribuir a exposição entre diferentes países, moedas e classes de ativos.
Um estudo da TMF Group, repercutido pela Forbes, mostra que fatores como mudanças regulatórias, tributação, instabilidade geopolítica e busca por maior previsibilidade estão influenciando esse movimento. A própria TMF destaca que a incerteza global vem acelerando a diversificação entre diferentes jurisdições.
A lógica é relativamente simples: quanto maior a concentração do patrimônio em uma única economia, maior pode ser a exposição aos acontecimentos daquele mercado.
Brasil sobe no ranking de complexidade
O Brasil passou da sexta para a terceira posição entre as jurisdições consideradas mais complexas para negócios, segundo o Índice Global de Complexidade Empresarial de 2026 apresentado pela TMF Group.
Grécia e México aparecem nas duas primeiras posições, seguidos pelo Brasil. A análise considera aspectos relacionados ao ambiente regulatório e operacional das jurisdições.
Segundo a reportagem da Forbes, mudanças tributárias recentes também passaram a fazer parte das decisões patrimoniais de famílias brasileiras.
Mais do que provocar uma saída do país, esse ambiente vem incentivando investidores a rever como seus ativos estão distribuídos.
Brasileiros já possuem cerca de US$ 620 bilhões no exterior
Os números ajudam a dimensionar a internacionalização do patrimônio brasileiro.
Dados do Banco Central citados pela Forbes mostram que residentes brasileiros possuíam aproximadamente US$ 620 bilhões em ativos no exterior em 2024. Em 2007, o volume era de aproximadamente US$ 196,7 bilhões.
Em menos de duas décadas, portanto, o patrimônio mantido internacionalmente mais que triplicou.
O crescimento demonstra que investir fora do Brasil deixou de ser uma estratégia restrita a situações excepcionais e passou a fazer parte do planejamento de uma parcela relevante dos grandes patrimônios.
Diversificar não significa retirar todo o patrimônio do Brasil
Esse é um dos aspectos mais importantes da tendência.
A internacionalização não significa necessariamente substituir investimentos brasileiros por ativos estrangeiros.
Segundo o estudo, 31% das famílias analisadas permanecem próximas aos mercados em que já possuem investimentos ao mesmo tempo em que expandem suas operações para outras regiões. Na seleção de novas jurisdições, estabilidade política e estabilidade econômica foram apontadas, cada uma, por 23% dos participantes.
Assim, a estratégia passa a ser mais associada ao equilíbrio.
Uma família pode continuar possuindo empresas, imóveis e investimentos no Brasil e, simultaneamente, construir exposição a outros mercados.
Imóveis também fazem parte das carteiras internacionais
O mercado imobiliário continua presente dentro dessa lógica de diversificação.
Dados da UBS citados pela Forbes mostram que family offices latino-americanos mantinham 64% de sua alocação regional na América do Norte, ante 15% na América Latina e 11% na Europa Ocidental.
Nas carteiras analisadas, os investimentos alternativos representavam 29%, incluindo 6% direcionados a imóveis.
Isso reforça uma característica tradicional dos imóveis: eles podem integrar estratégias patrimoniais de longo prazo ao lado de aplicações financeiras, empresas e outros ativos.
O imóvel, entretanto, precisa ser analisado dentro do contexto da carteira do investidor — e não apenas como uma aquisição isolada.
O que muda para quem investe em imóveis?
Para o investidor imobiliário, a tendência internacional traz uma reflexão importante.
Durante muito tempo, a análise esteve concentrada principalmente em três perguntas: onde comprar, quanto pagar e quanto o imóvel poderá valorizar?
Hoje, investidores mais sofisticados também consideram fatores como:
- moeda em que o patrimônio está denominado;
- país e cidade onde o ativo está localizado;
- segurança jurídica;
- tributação;
- possibilidade de geração de renda;
- liquidez para revenda;
- planejamento sucessório;
- custos de administração e manutenção.
Um imóvel pode ser excelente individualmente e, ainda assim, representar concentração excessiva caso todo o patrimônio do investidor esteja exposto à mesma região ou economia.
Imóvel deixa de ser apenas propriedade e passa a ser analisado como ativo
Essa mudança de mentalidade também influencia o mercado imobiliário.
Para quem compra com finalidade de investimento, a decisão tende a ser cada vez menos emocional e mais orientada por indicadores.
Localização continua essencial, mas passa a dividir espaço com fatores como rentabilidade do aluguel, potencial de valorização, demanda, liquidez e diversificação patrimonial.
É nesse contexto que imóveis residenciais, comerciais, compactos, propriedades de alto padrão e ativos localizados em diferentes mercados podem cumprir funções distintas dentro de um patrimônio.
Planejamento patrimonial ganha importância
A reportagem também chama atenção para outro fenômeno: quanto mais internacional se torna o patrimônio, maior pode ser sua complexidade.
Investir em diferentes países significa lidar com regras fiscais, obrigações de informação, questões sucessórias e sistemas regulatórios distintos.
Por isso, a TMF ressalta que estruturas internacionais precisam ser juridicamente adequadas, transparentes e coerentes com a residência fiscal dos beneficiários e com a localização dos ativos.
Antes de realizar uma operação internacional, portanto, é importante contar com orientação jurídica, contábil e tributária especializada.
O investidor está buscando equilíbrio, não apenas rentabilidade
Talvez essa seja a principal transformação revelada pelo levantamento.
Diversificação deixou de significar apenas procurar o investimento com maior retorno.
Ela também passou a representar uma forma de reduzir a dependência de um único mercado e distribuir riscos patrimoniais.
Para quem já possui empresas, aplicações financeiras e imóveis concentrados no Brasil, a pergunta passa a ser menos “Brasil ou exterior?” e mais “como distribuir meu patrimônio de maneira coerente com meus objetivos?”
É uma mudança relevante na forma de pensar investimentos.
Mercado imobiliário acompanha essa nova visão de patrimônio
O imóvel continua ocupando espaço importante na construção de patrimônio, mas o investidor atual tende a analisá-lo como parte de uma estratégia maior.
Não existe uma distribuição ideal que funcione para todos.
O mais importante é compreender o papel que cada ativo desempenha dentro do patrimônio.
Na Imóveis Pará, acompanhamos as mudanças do mercado e buscamos identificar oportunidades alinhadas a diferentes objetivos — seja para morar, gerar renda, investir ou ampliar patrimônio imobiliário.
Imóveis Pará — patrimônio se constrói com boas escolhas.
Fonte: https://forbes.com.br/forbes-money/2026/09/familias-alto-patrimonio-exterior/
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